O
encontro é uma marca essencial dos cristãos, pois em seu germe se diz que “eram
perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no
partir do pão e nas orações...Diariamente, juntos frequentavam o Templo...” (At
2,42.46). Mas, ultimamente, temos ouvido que o importante é crer em Deus sem
estar ligado à Igreja, sendo esta algo dispensável para a fé.
É
condizente a um cristão viver uma fé individualista? Não. Mas caiu na “modinha”
essa desculpa para não ir à Igreja e não assumir um compromisso mais sério com
a fé que se professa. Alguns dizem que não vão à Igreja porque lá há pessoas que
são pecadoras, que fazem coisas que não deveriam fazer. Ora! Quer dizer que
você saiu porque é santo ou porque, pra sua decepção, era um dos pecadores que
lá havia?
Acho
interessante porque essas pessoas tem até uma boa intenção de querer achar uma
igreja onde só frequentem anjos e santos, mas o problema é que, mesmo que
achem, talvez elas mesmo não possam entrar porque pecadoras.
E
por que é importante ir à Igreja, frei? Lembremos dos discípulos de Emaús (cf. Lc24,35)
que afastaram-se de Jerusalém tristes, desanimados, mas o Senhor aparece, eles
O reconhecem e logo voltam para Jerusalém para contar aos outros irmãos o que
tinham vivenciado. Também lembramos de Tomé (Jo20,24-28) que não viu o Senhor
ressuscitado porque não estava junto dos discípulos quando Cristo apareceu, mas
um dia, estando ele junto dos irmãos, viu Jesus e tocou em suas chagas.
Pois bem, quando nos afastamos dos irmãos
podemos até ter uma experiência com Deus, mas esta deve nos levar ao encontro
da comunidade, ao encontro do outro, senão será uma experiência estéril. Voltemos,
portanto, à Jerusalém que é a Igreja! A fé cristã (católica) se dá no encontro,
na Santa Missa, onde nos tornamos um só corpo.
Paz e Bem!



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