terça-feira, 18 de junho de 2019

Crê em Deus, mas não vai à Igreja. Uma contradição à vista!

O encontro é uma marca essencial dos cristãos, pois em seu germe se diz que “eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações...Diariamente, juntos frequentavam o Templo...” (At 2,42.46). Mas, ultimamente, temos ouvido que o importante é crer em Deus sem estar ligado à Igreja, sendo esta algo dispensável para a fé.

É condizente a um cristão viver uma fé individualista? Não. Mas caiu na “modinha” essa desculpa para não ir à Igreja e não assumir um compromisso mais sério com a fé que se professa. Alguns dizem que não vão à Igreja porque lá há pessoas que são pecadoras, que fazem coisas que não deveriam fazer. Ora! Quer dizer que você saiu porque é santo ou porque, pra sua decepção, era um dos pecadores que lá havia?

Acho interessante porque essas pessoas tem até uma boa intenção de querer achar uma igreja onde só frequentem anjos e santos, mas o problema é que, mesmo que achem, talvez elas mesmo não possam entrar porque pecadoras.

E por que é importante ir à Igreja, frei? Lembremos dos discípulos de Emaús (cf. Lc24,35) que afastaram-se de Jerusalém tristes, desanimados, mas o Senhor aparece, eles O reconhecem e logo voltam para Jerusalém para contar aos outros irmãos o que tinham vivenciado. Também lembramos de Tomé (Jo20,24-28) que não viu o Senhor ressuscitado porque não estava junto dos discípulos quando Cristo apareceu, mas um dia, estando ele junto dos irmãos, viu Jesus e tocou em suas chagas.


Pois bem, quando nos afastamos dos irmãos podemos até ter uma experiência com Deus, mas esta deve nos levar ao encontro da comunidade, ao encontro do outro, senão será uma experiência estéril. Voltemos, portanto, à Jerusalém que é a Igreja! A fé cristã (católica) se dá no encontro, na Santa Missa, onde nos tornamos um só corpo. 


Paz e Bem!

quarta-feira, 1 de maio de 2019

O que NÃO fazer para que os jovens permaneçam na Igreja.



É preciso “inventar coisas” para  sustentar os jovens na Igreja?



                                                             
   Evangelizar é sempre um desafio. Você com certeza já ouviu algumas expressões como “a Igreja ainda não sabe acolher o jovem”, “Não há espaço para a juventude” e tantas outras frases e argumentos que parecem não responder a grande questão: Por que a maioria dos jovens após os encontros realizados pelos grupos ou pastorais saem fervorosos e depois vão esfriando até perder o interesse de permanecer na caminhada de Igreja?

   Poderíamos até dizer que realmente a Igreja não possui “mecanismos sofisticados” de evangelização para a juventude, mas isso não justifica a desistência de tantos que vão ficando pelo caminho. Já presenciei em vários lugares esta realidade: passados alguns meses de algum grande encontro via-se, como um espectador que já viu um filme dez vezes e já sabe o final, o número de participantes diminuir cada vez mais. 



   Eu mesmo, há alguns anos, participei de um grupo jovem. No início eu saí de lá radiante e cheio de fervor, mas com o passar do tempo a coisa foi ficando monótona e tornou-se difícil manter o ritmo inicial e fazer novas dinâmicas.

   Até hoje me perguntava o porquê disso acontecer, e me angustiava, e ainda me angustia, ver tantos jovens se afastando da Igreja. Vi vários amigos penderem para o protestantismo e até perderem a fé. Hoje, após refletir bem, é possível identificar um fator para isto.
   Quando sentamos para planejar um encontro percebo que a grande preocupação da maioria é qual será a dinâmica que será feita porque, segundo dizem, “jovem precisa de algo que prenda a atenção deles; precisa que inventemos coisas para eles”. Aqui está a grande chave para compreendermos isso. O problema não são as dinâmicas, mas o excesso delas. As dinâmicas deveriam vir para ser a cereja do bolo, e não o bolo todo. Nossos encontros, muitas vezes, são baseados em dinâmicas, e não na formação sólida como fiel Católico para compreender sua Fé.



   Daí entendi que, no início temos dinâmicas para dar e vender, mas depois tudo vai acabando. Procuramos fazer coisas diferentes, mas não temos mais criatividade. Então quando isto acontece vem o pavor de preparar o encontro e não ter nada “de novo” para oferecer. Por isso, um a um, os jovens vão se afastando pois não têm solidez naquilo em que acreditam. Não sabem dizer em que creem, não sabem responder questões básicas de sua fé. Não se poderia esperar outra coisa. Já que cessaram as dinâmicas, a criatividade, cessa também sua participação. Se temos que “inventar coisas” para “segurar” os jovens é sinal que a nossa evangelização não está sendo eficaz.

   É preciso, primeiro, fazer com que os jovens conheçam a fé que professam, pois, desse modo, as dinâmicas serão apenas um detalhe, e mínimo, diante da beleza da fé Católica. Assim, não nos preocuparemos em “inventar” coisas novas, pois todos terão uma fé que não necessitará dessa muleta. É preciso compreender que a maioria da juventude que procura a Igreja hoje não quer algo raso, mas algo sólido para se firmar como pessoa, como cristão. O mundo já é raso demais. Os jovens precisam e desejam ir “para águas mais profundas”(Cf. Lc 5,4).

Paz e Bem!

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Por quê Católico Comum?



Muitos podem perguntar o porquê deste nome ao blog. Eis aí a resposta de G. K. Chesterton que embasa esse nome: "A coisa mais extraordinária do mundo é um homem comum, uma mulher comum e seus filhos comuns". Visto isso, diria também que o católico comum é o católico extraordinário; e acrescentaria ainda que é o católico extraordinariamente comum, isto é, o que vive sua fé!

Viver a fé consiste em aprofundá-la e a todo instante ter razões para testemunhá-la. É maravilhar-se com este dom singular que, sem mérito nenhum, foi-nos concedido pelo bom Deus. Ahh...a fé...! Há fé? Sim, há! É verdade que nunca vi nenhum homem movendo montanhas, mas já o vi carregando o mundo nas costas e sua força provinha de uma fé que não carecia de provas, nem de milagres, nem de sinais, mas só e somente só da esperança de que tem que haver algo além de tudo isso.

Esta é a fé do homem comum: aquela que faz o homem se lançar com esperança num caminho que não sabe aonde vai dar. Lembro-me aqui de uma moça extraordinariamente comum, a Santa Virgem lá de Nazaré que, a partir do seu Sim, mesmo sem saber como isso iria terminar, aceitou caminhar sob a sombra das asas de Deus.

Se formos enumerar os homens comuns a quem Deus confiou grandes missões teríamos assunto para vários post´s. Por isso, abstenho-me de fazer essa lista. 


Aqui no blog teremos alguns textos, numa linguagem comum, para refletirmos sobre vários assuntos. Aproveitarei também este espaço para divulgar o pensamento do grande e inigualável G.K. Chesterton pois é o mínimo que posso fazer para agradecer o grande legado intelectual que ele nos deixou. Longe ainda de ser um grande conhecedor do Apóstolo do Senso Comum, irei me esforçar para partilhar um pouco de seus escritos e pensamentos.

Deus os abençoe! 
Paz e Bem!